sedenta de seiva, a mulher é tão casa feito eu.
escuto o que soletra. vez e outra cicia um mainha tão terno... e nem sei se é para mim, mania que tem de rogar adoção. resmunga fiapos do naufrágio, sem, no entanto, arribar do mergulho. vai reparando as minhas vigas, depois de muito vacilarem à beira do caos, ao tempo em que cerze as próprias ranhuras.
insiste, ainda sem desconfiar a soma de ciclos para estar tudo de pé outra vez, ao tempo em que de novo ruindo, remendando, espiral.
ela agora põe azul marinho numa porta que foi verde tantas vezes e recentemente se fez branca. ela me convoca ao agudo, eu atendo. quanto mais azul mais profundo, sussurra.
repaginar seria arrancar páginas antigas ou fazer delas palimpsesto? folheia minhas dobras, esquadrinhando cada trecho que demanda cores vivas. repinta as paredes na sanha de querer a própria vida um tanto assim: de volta ao começo.
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